Desde 2008, quando era totalmente desaconselhável investir em qualquer tipo de negócio devido à maior crise financeira global das últimas décadas que assolou o mundo naquele ano, o setor de e-commerce vem andando na contramão das tendências econômicas, registrando um bom crescimento desde então.

Mesmo com o cenário desfavorável era preciso pensar em uma saída, e estudos mostravam que a força da mudança no comportamento das pessoas iria impulsionar as vendas online, que eram mais eficientes pois permitiam a pesquisa de diversas opções, a compra sem sair de casa e o recebimento do produto sem a preocupação de deslocamento até alguma loja.

Para a alegria daqueles que investiram nessa ideia, as previsões estavam corretas. Em 2020 a expectativa de crescimento do e-commerce no Brasil é de 18%, de acordo com a ABCOMM, mas devido às mudanças comportamentais não desejadas atreladas à disseminação do Coronavírus e o amadurecimento do setor como um todo, existe a real possibilidade deste crescimento ser ainda maior. 

Com a Covid-19 batendo na nossa porta, a mudança no comportamento das pessoas acontecerá não pela influência dos avanços tecnológicos, e sim por fatores ambientais e sociológicos gerados pela disseminação do vírus. Isso fará com que as expectativas em torno do crescimento do e-commerce sejam ainda maiores, pois para se prevenir da doença as pessoas ficarão mais em casa e buscarão realizar as suas compras por meios online para evitar frequentar locais públicos.

Além disso, muitas pessoas que ainda tinham alguma resistência com a compra online se darão a chance de experimentar este meio pela primeira vez. Afinal, seguimos precisando consumir, mesmo sem podermos sair de casa.

O e-commerce ressurge, diante de todo esse cenário, não apenas como uma tendência mas sobretudo como uma necessidade. E se o seu negócio ainda não possui este recurso essa é a hora de mudar isso.

Mas afinal, o que é um e-commerce e para que ele serve?

Um e-commerce, ou comércio eletrônico, refere-se aos negócios que estruturam seu processo de compra e venda na Internet. Assim, todas as transações comerciais são realizadas por meio de ferramentas online.

Dessa forma, fica fácil entender que o conceito de e-commerce envolve muito mais do que apenas a criação de um site. Trata-se de um tipo de empreendimento que se diferencia pela e sua estrutura de funcionamento – altamente relacionada ao digital.

Quando afirmamos isso, vale a pena destacar que o e-commerce digitaliza integralmente dois processos básicos: venda e atendimento ao cliente. A partir desse trabalho, ele também abre as portas para outras automações, como marketing, controle de finanças e estoque.

Dessa maneira, ele facilita e agiliza o trabalho de gestão em muitas frentes. Por outro lado, também tem como efeito o maior peso estratégico da questão da logística.

Qual diferença entre e-commerce e loja virtual?

Para que você entenda ainda melhor o que é um e-commerce, é essencial que fique claro também a diferença entre esse conceito e o de loja virtual.

Como apresentado, por envolver uma gama de processos (comuns a um comércio) o e-commerce não se restringe ao seu site ou portal de vendas, isso, na verdade, é o que chamamos de loja virtual.

Assim, a loja virtual é uma parte – essencial – do e-commerce, mas não pode ser considerada o todo.

Diferentemente de algumas concepções, também difundidas no mercado, entende-se que a loja virtual é o único canal de vendas de um e-commerce, sendo as redes sociais, email marketing e outros apenas meios de divulgação, que têm o objetivo de levar o usuário à loja.

E a diferença entre e-commerce e marketplace?

Além das confusões geradas entre e-commerce e loja virtual, existe também uma grande dúvida sobre o que é um marketplace e o que o diferencia de um comércio eletrônico.

Para esclarecer isso, primeiramente basta que o marketplace seja apresentado como um tipo de e-commerce, uma variação na qual a loja virtual não é própria.

Dessa forma, o marketplace oferece uma plataforma comum para que várias empresas vendam seus produtos. Essa plataforma intermedeia o processo de cobrança e, em muitos casos, também assume uma certa parcela da responsabilidade sobre a garantia da entrega e da qualidade do produto vendido.

Para um lojista, o marketplace é uma alternativa atraente porque é bem mais simples de gerenciar. Toda a estrutura está pronta, basta fazer um cadastro e começar a catalogar produtos.

Principais plataformas de Marketplace

OLX

A OLX vem ganhando muito espaço. É conhecido mundialmente e já está consolidada no Brasil.

Mercado Livre

O mais famoso dos marketplaces e líder de mercado na América Latina. Tem um público fiel, mas sofre com diversas reclamações e não tem um suporte muito bom.

Bom Negócio

Fundada em 2011, está procurando seu lugar no concorrido mercado brasileiro.

Elo7

Marketplace específico para compra e venda de artesanato, que oferece uma solução completa que vai desde a criação da loja até o processamento do pagamento.

Como surgiu o e-commerce

A história do e-commerce, além de muito curiosa, é bem mais longa do que você possa imaginar.

Suas origens mais embrionárias supostamente vêm do início da década de 1970 quando alunos da universidade de Stanford e do MIT usaram a ARPANET – uma espécie de antecessora da Internet, desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos EUA – para comercializar maconha entre si.

A primeira demonstração real de um sistema de compra e venda online, porém, só aconteceu anos depois.

Em 1979, Michael Aldrich, renomado empreendedor e executivo do ramo de TI, apresentou um projeto que permitia fazer compras online por meio de uma televisão modificada, que ele chamou de Videotex.

Esse precursor do e-commerce foi chamado de teleshopping. Porém, apesar do nome, não confunda com aquela prática de ver os produtos na televisão e ligar para comprar! Esse estilo “Polishop” de negócios é chamado de telesales.

Dois anos depois, o primeiro sistema de online shopping B2B foi instalado. Ele foi utilizado pela empresa Thomson Holidays UK, do ramo de turismo.

É interessante mencionar que, embora o sistema de compra e venda pela Internet tenha sido implementado em 1981, foi apenas em 1995 que a empresa lançou seu primeiro website.

Ou seja, nessa época, os dois elementos não estavam necessariamente associados, como é mais comum de acontecer hoje em dia.

Além disso, o acesso aos sistemas de online shopping ainda era muito restrito. Por isso, somente empresas utilizavam.

Na realidade, a primeira pessoa no mundo a fazer uma compra pela Internet a partir de sua própria casa (como todos nós estamos acostumados a fazer atualmente) foi a usuária Jane Snowball, em Junho de 1984. O fato foi tão marcante que ela foi entrevistada enquanto fazia sua compra através do Videotex.

Então, em 1990, tivemos o histórico lançamento do primeiro buscador da web, o WorldWideWeb, criado por Tim Berners-Lee. Nesse momento, navegar na Internet tornou-se uma atividade mais simples e acessível para os usuários comuns, em suas casas.

A partir de então, a evolução das compras online acelerou. Em 1992, foi criado o primeiro website comercial, que vendia livros online e processava os pagamentos com cartão de crédito.

Em 1995, foram fundadas as gigantes Amazon e eBay. Em 1999, foi estabelecido o grupo Alibaba, na China. E o resto é história.

Vantagens e desvantagens

Este é o momento para investir!

Por que o consumidor escolhe o e-commerce em detrimento de uma loja física? Em primeiro lugar, porque – atualmente estamos no meio de uma pandemia, onde o distanciamento social é real e a maioria das lojas físicas não podem abrir, o que leva o consumidor a comprar pela internet – e também os preços costumam ser mais baratos. Afinal, um e-commerce tem menos custos, pois não deve aluguel de loja, salário e comissão de vendedores.

Em segundo lugar, porque é mais prático, especialmente para o consumidor que gosta de comparar preços.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Global Online Consumer Report (2017), as três principais vantagens apontadas pelos consumidores são:

  • possibilidade de compra a qualquer hora (conveniência);
  • comparação de preços (preço);
  • melhores preços (preço).

Apesar de o preço ser um dos principais motivos, a conveniência ainda se destaca nesse cenário, indicando a necessidade do foco na experiência do cliente no momento da aquisição.

Outra informação importante sobre os benefícios desse tipo de negócio: o e-commerce oferece um alto potencial de vendas. Para comprovar o potencial desse modelo, confira os dados a seguir:

  • As vendas em e-commerce no ano de 2019 representaram 14% do total de vendas de varejo no mundo (Statisa);
  • Só na Black Friday de 2019 foram movimentados mais de R$ 3,87 bilhões em compras nos e-commerces brasileiros (E-commerce Brasil);
  • Faturamento do comércio eletrônico no Brasil cresce 18% e projeta-se um lucro de R$ 81,3 bilhões em 2019 (ABComm);
  • Em pesquisa de 2015, nosso país foi apontado como o 10º maior mercado de e-commerce do mundo.

Porém, ainda existem dois fatores que levam o consumidor a não fazer compras online. O primeiro é a questão da segurança. O segundo é o tempo de espera da entrega, muito maior do que simplesmente ir a uma loja e voltar para casa com o produto.

Existem estratégias que ajudam a derrubar essas objeções e vamos falar sobre elas mais à frente.

Quais os tipos de e-commerce

Cada e-commerce possui suas especificidades

Nós já mencionamos que existem diferentes tipos e-commerce, sendo, um deles, o próprio marketplace. Porém, também existem outras categorias de comércio eletrônico que podemos explorar.

Entenda mais sobre cada uma delas:

E-commerce B2B x E-commerce B2C

O e-commerce B2B (Business to Business) é utilizado por empresas cujos principais clientes são outras empresas. Em geral, ele dedica-se a vender maquinários ou matérias-primas, embora também possa vender produtos acabados.

A principal questão é que, devido ao porte das transações realizadas por meio desse tipo de e-commerce, ele exige um sistema mais complexo.

O sistema de um e-commerce B2B precisa ser preparado para trabalhar com variáveis na tabela de preços, nas condições de pagamento, nas regras de pedido mínimo, nas aprovações de cadastro e limite de crédito, nos impostos e no frete.

Ou seja, todos os mesmos fatores que, em uma transação normal, seriam avaliados pelo vendedor precisam ser analisados pelo sistema.

O e-commerce B2C, ou Business to Client, é utilizado por empresas que vendem diretamente ao consumidor final. Não existem limites para os tipos de produtos que podem ser vendidos nessa categoria: móveis, roupas, medicamentos, eletrônicos, alimentos, serviços.

E-commerce Atacadista x E-commerce Varejista

O e-commerce atacadista trabalha com venda em grandes quantidades. A principal implicação desta categoria, como você pode imaginar, é na logística de entrega. Devido ao volume, é preciso contar com bons parceiros para o transporte.

Para simplificar o processo, é comum que o e-commerce atacadista ofereça a possibilidade de comprar online e retirar pessoalmente, na loja física.

Por outro lado, como as lojas virtuais tipicamente conseguem oferecer preços mais baixos nos produtos (devido à menor incidência de custos), é nesse ponto que ela ganha de um concorrente com loja física.

O e-commerce varejista é mais comum. Observe que ele enfrenta suas próprias dificuldades. Para exemplificar, podemos levantar a questão do estoque.

O varejista tipicamente não possui um grande estoque de produtos, pois ele trabalha com vendas em pequena quantidade. Em uma loja física, isso não causa tantos problemas, pois a falta de estoque será imediatamente constatada e informada ao cliente.

Porém, no caso de uma loja virtual, é preciso que o sistema de venda seja capaz de conversar com um controle de estoque (ou tenha tal controle embutido) para evitar que sejam realizadas vendas que, depois, não poderão ser atendidas.

É devido a esse tipo de situação que, embora seja muito fácil criar um e-commerce, não é tão simples criar um bom e-commerce.

E-commerce de produtos físicos x E-commerce de produtos digitais

Em geral, quando pensamos em e-commerce, imediatamente lembramos dos produtos físicos. Não existe muito a explicar aqui, já que estamos acostumados com essa categoria. Porém, ela se torna muito mais interessante quando comparamos a um e-commerce de produtos digitais.

O e-commerce de produtos digitais é aquele que vende ou aluga, essencialmente, conteúdo e informação. Estamos falando de filmes digitais, e-books, cursos à distância, softwares ou games, por exemplo.

Em comparação com o e-commerce de produtos físicos, essa categoria supera muitos problemas. Estoque e logística, por exemplo, são completamente eliminados do fluxo de trabalho. Não há limites para o quanto você pode vender e não existe “entrega”, no sentido formal.

Porém, essa categoria enfrenta seu próprio dilema. Trata-se da pirataria. É preciso tomar medidas para evitar que o produto oferecido seja copiado e distribuído, do contrário, as vendas despencam e o prejuízo é certo.

Além disso, o e-commerce de produtos digitais enfrenta uma concorrência maior, já que muitos de seus produtos podem ser obtidos, legal ou ilegalmente, de forma gratuita.

Existem muitos outros pontos a serem abordados sobre o e-commerce, uma vez que se trata de um recurso muito mais complexo do que se parece. E levar tudo isso em consideração na hora de criar um e-commerce é fundamental para que o seu negócio esteja completo e alcance bons resultados.

Para isso você não precisa esquentar a cabeça tentando fazer tudo sozinho. Saiba que a BKS Comunicação possui os profissionais ideais para te ajudar nesse processo. É só entrar em contato conosco e garantir esta assistência estratégica e profissional.

Invista no E-commerce. E conte com a gente!

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